Guia definitivo sobre VPN: o que é e para que serve concretamente?

Guia definitivo que responderá a todas as perguntas que tem sobre as VPN, acrónimo do inglês «Virtual Private Network», ou seja, «Rede Privada Virtual». Numa frase, uma VPN é uma infraestrutura que permite criar um túnel de comunicação entre um utilizador e a Internet. Depois de ler este artigo, ficará a saber exatamente o que é e para que serve concretamente uma VPN.

Este artigo é extenso. Se não sabe nada sobre o assunto, recomendamos que o leia na íntegra. Pode também utilizar o índice (abaixo) para ir diretamente para uma determinada secção.

Curiosidade: o acrónimo VPN é mais um daqueles anglicismos técnicos que não costumam ser traduzidos para português. Nenhum informático diz «vou instalar uma RPV»! Em português costumamos no entanto atribuir-lhe o género feminino pelo facto de a tradução da expressão completa ter a palavra «rede» (tal como acontece com muitos outros acrónimos provenientes do inglês); ou seja, diz-se «uma VPN» e não «um VPN».

Como funciona o acesso à Internet sem VPN

Para entender como funciona uma VPN, é útil entender primeiro como funciona a Internet sem VPN!

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O exemplo de uma simples navegação por sítios Web

Tomemos como exemplo uma simples navegação por sítios Web utilizando um navegador. Quando acedemos à Internet, o nosso computador ou dispositivo tem necessariamente de comunicar tudo o que faz à operadora que nos presta o serviço de Internet (por exemplo, os sítios Web que visitamos).

«Basicamente, as comunicações são totalmente transparentes para a operadora e qualquer pirata informático.»

— Quero isto!

A informação visível para a operadora pode até mesmo incluir todo o conteúdo transmitido (mensagens, ficheiros, palavras-passe, etc.) se o sítio Web não tiver uma tecnologia de criptografia (como um certificado SSL; os sítios Web com certificado SSL podem ser identificados pelo “https://” em vez de “http://” antes do endereço completo). Hoje em dia, a maioria dos sítios Web já tem esta tecnologia de criptografia incorporada, mas ainda não está implementada a nível global. Basicamente, as comunicações são totalmente transparentes para a operadora e qualquer pirata informático.

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Outro tipo de utilização da Internet

Não usamos a Internet apenas para navegar na Internet. Os nossos computadores e dispositivos acedem à Internet de muitas mais formas além do exemplo simples comentado acima. Exemplos:

  • Enviar e receber correios eletrónicos.
  • Atualizar programas e aplicações.
  • Transferir ficheiros.
  • Ver vídeos e ouvir música.

«A operadora SABE (…) a que streams acedemos.»

— Quero isto!

A operadora sabe sempre com quem estamos a comunicar (qual o servidor de correio eletrónico, qual o servidor a partir de onde se transfere uma atualização, qual o servidor onde estão alojados os ficheiros que descarregamos, com quem partilhamos ficheiros diretamente, qual o servidor onde estão alojados os vídeos aos quais assistimos, a que streams acedemos, etc.). Uma vez mais, tal como no simples exemplo da navegação por sítios Web, se esta comunicação não estiver encriptada, o conteúdo da informação transmitida está também totalmente visível, não só para a operadora, como também para piratas informáticos (hackers) que se intrometam na comunicação.

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O problema da privacidade

Pelas razões indicadas acima, ao utilizar a Internet de uma forma normal, a nossa privacidade está em perigo devido à transparência do conteúdo das comunicações e da identidade das pessoas/servidores com quem comunicamos.

Além disso, os servidores ou pessoas com quem comunicamos têm acesso ao nosso endereço IP, uma vez que comunicamos diretamente com esses servidores ou pessoas.

«Através do [nosso] endereço IP (…), chega-se facilmente à nossa identidade.»

— Quero isto!

Através do endereço IP, é muito fácil determinar uma localização aproximada das pessoas (ao nível da cidade) e a operadora que utilizam. Nem é preciso ser pirata informático para fazer essas determinações e até há fins legítimos para as realizar. Embora o IP por si só não revele a nossa identidade, a nossa operadora de serviços de Internet sabe que “o nosso IP é nosso”! Por isso, se houver cruzamento com os dados que a operadora tem, chega-se facilmente à nossa identidade através do endereço IP.

Curiosidade: é através do endereço IP que os administradores dos sítios Web conseguem ver que X pessoas de Lisboa ou Y pessoas de São Paulo visitaram determinada página). Este é um exemplo de um fim perfeitamente legítimo da utilização de endereços IP.

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O problema da segurança

A partir do momento em que estão em causa palavras-passe ou conteúdos sensíveis que possamos transferir pela Internet, isso por si só já constitui um problema de segurança. No entanto, o facto de o nosso endereço IP estar visível a todos os servidores ou pessoas com quem comunicamos abre a porta a vulnerabilidades que podem ser exploradas por hackers, os quais podem tentar entrar no nosso computador ou dispositivo.

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Como funciona o acesso à Internet com uma VPN

Agora que já falámos um pouco sobre como funciona a Internet, vai ser mais fácil explicar o que faz uma VPN.

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VPN como intermediária

Quando estamos ligados a uma VPN para aceder à Internet, toda a comunicação que realizamos passa pela VPN. É criado um «túnel» virtual que canaliza toda a informação que enviamos e recebemos. A VPN funciona como intermediária entre a Internet e o nosso computador ou dispositivo. Isto tem duas consequências muito importantes:

«[Usando uma VPN,] os servidores aos quais acedemos não têm acesso ao nosso endereço IP»

— Quero isto!
  • Aos olhos da operadora, estamos a comunicar apenas com um determinado servidor de VPN. Por outras palavras, a operadora não sabe se estamos a visitar sítios Web, a atualizar programas, a transferir ficheiros ou a ver vídeos.
  • Os servidores aos quais acedemos para ver sítios Web, descarregar ficheiros, etc. não têm acesso ao nosso endereço IP. O que esses servidores veem é o endereço IP da VPN, pois efetivamente é a VPN que acede a esses conteúdos e os encaminha para nós.
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VPN como encriptadora da comunicação

«As VPN servem para adicionar (…) camadas de segurança.»

— Quero isto!

Originalmente, as VPN apenas serviam como intermediárias, mas hoje em dia servem para adicionar mais camadas de segurança ao conteúdo que está a ser transmitido e retransmitido. Por outras palavras, o conteúdo transmitido viaja encriptado; assim, mesmo que a transmissão seja intercetada (por exemplo, por piratas informáticos), será impossível decifrar o conteúdo.

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VPN como método de acesso a conteúdos restringidos por terceiros

Há casos em que a operadora de Internet, os governos ou os servidores aos quais queremos aceder impõem restrições. Vejamos dois exemplos:

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Conteúdos geobloqueados

«Basta estabelecer uma ligação a um servidor VPN (…), o sítio Web assumirá que estamos noutro país»

— Quero isto!

Há servidores que apenas transmitem conteúdos para utilizadores que estejam numa determinada localização geográfica. Um exemplo fácil de entender é o de algumas estações de televisão que disponibilizam emissões em direto nos respetivos sítios Web; algumas apenas permitem que os utilizadores visualizem o conteúdo apenas quando estão em território nacional, ou seja, os utilizadores não conseguem aceder à emissão em direto se estiverem no estrangeiro.

Um pouco mais acima já explicámos que as VPN servem como intermediárias e, como tal, são elas que acedem aos conteúdos e depois os encaminham até nós. No caso do exemplo acima, se estivermos no estrangeiro e quisermos aceder à emissão em direto de uma determinada estação que apenas disponibiliza emissões online para utilizadores em território nacional, basta estabelecer uma ligação a um servidor VPN do país em questão, pois dessa forma o sítio Web da estação de televisão já assumirá que estamos no mesmo país.

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Restrições das operadoras e dos governos

«(…) os utilizadores não conseguem aceder a determinados […] sítios Web.»

— Quero isto!

Existem casos em que os utilizadores da Internet de um determinado país não conseguem aceder a determinados servidores ou sítios Web devido a restrições por parte das operadoras e/ou dos governos. Estas restrições podem assumir várias formas e muitas delas resultam de censura por parte de governos ditatoriais.

Se utilizarmos uma VPN, aos olhos das operadoras apenas estamos a comunicar com um determinado servidor de VPN; como não há forma de saberem o que andamos a fazer, podemos aceder a qualquer conteúdo da Internet, independentemente de este estar ou não censurado.

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As vantagens de utilizar a Internet com uma VPN

Aceder à Internet utilizando uma VPN resolve os problemas mencionados acima, nomeadamente os problemas relacionados com a privacidade, segurança e restrições. Podemos resumir as principais vantagens de uma VPN em quatro pontos:

  • Protege o nosso IP e a nossa identidade.
  • Salvaguarda a integridade dos dispositivos através dos quais acedemos à Internet, diminuindo drasticamente a probabilidade de ataques informáticos aos mesmos.
  • Protege o conteúdo de tudo o que enviamos e recebemos pela Internet.
  • Permite ultrapassar certos tipos de restrições.
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Exemplos concretos em que o uso de uma VPN é útil ou indispensável

Segue-se uma lista de situações concretas nas quais o uso de uma VPN é útil ou até mesmo imprescindível.

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Navegar pela Internet sob total anonimato

Servindo uma VPN como intermediária entre os utilizadores e a Internet, o endereço IP que os sítios Web veem é o endereço IP do servidor VPN ao qual estamos ligados, não o nosso.

Use uma VPN para:

  • Aceder a sítios Web sem deixar o seu IP nos registos desse sítio Web.
  • Navegar e explorar conteúdos e funcionalidades de sítios Web de negócios concorrentes sem que os respetivos administradores desconfiem que o está a fazer.
  • Navegar pela Internet sem partilhar a localização do seu computador ou dispositivo.
  • Ficar descansado devido ao facto de os servidores aos quais acede não saberem quem é nem onde está.
  • Diminuir imenso a probabilidade de entrarem no seu computador ou dispositivo.

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Proteger conteúdos sensíveis

A maior parte dos servidores VPN estabelecem com os utilizadores ligações encriptadas (por vezes com encriptação dupla), o que significa que, mesmo que o tráfego seja de algum modo intercetado, este será impossível de decifrar.

Use uma VPN para:

  • Partilhar relatórios ou planos de negócios confidenciais com membros da sua equipa (certifique-se de que também eles usam uma VPN).
  • Realizar chamadas telefónicas ou sessões de videoconferência através da Internet sem possibilidade de que o conteúdo seja intercetado (os restantes participantes devem também utilizar uma VPN).
  • Fazer o que quiser (trocar ficheiros, assistir a streamings, etc.) sem que a operadora de Internet saiba que tipo de informações o seu computador ou dispositivo está a enviar ou receber.
  • Manter os seus dados longe de piratas informáticos.

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Usar com segurança redes WiFi gratuitas

A segurança das redes WiFi gratuitas é muitas vezes duvidosa, estando estas redes mais sujeitas a pirataria informática devido à falta de encriptação. Se usarmos uma VPN, todas as transmissões serão encriptadas e, assim, a segurança de todas as palavras-passe, ficheiros, etc. transmitidos estará salvaguardada.

Use uma VPN para:

  • Utilizar sem preocupações redes WiFi de cafés, restaurantes, hotéis, shoppings, comboios, outros espaços públicos, etc.

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Aceder a conteúdos disponibilizados apenas em determinados países

Alguns sítios Web, servidores de streaming, etc. restringem o acesso a utilizadores apenas de um país ou de uma lista reduzida de países. Estabelecendo uma conexão a um servidor VPN localizado num determinado país, poderemos aceder ao conteúdo em questão, pois esses servidores olham para nós como se estivéssemos nesse país.

Use uma VPN para:

  • Aceder a emissões em direto dos canais de televisão do seu país quando está no estrangeiro.
  • Ver em direto emissões de canais de televisão estrangeiros.
  • Assistir a séries ou filmes em plataformas de streaming apenas disponibilizadas noutros países.
  • Jogar online em servidores que apenas aceitam jogadores de determinados países.
  • Aceder a alguns sítios Web fora da União Europeia que ainda não adotaram as regras de privacidade que a UE exige (desde a implementação do Regulamento Geral de Proteção de Dados) e que, para não infringir leis, decidiram bloquear o acesso a utilizadores da UE.

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Aceder a conteúdos censurados pelos governos

O mundo não é um local perfeito; muitos países têm regras de censura pesadas e impedem que as pessoas acedam a determinados sítios Web. Estas medidas de censura são forçosamente aplicadas pelas operadoras que fornecem os serviços de Internet. As operadoras, como sabem a que conteúdos os utilizadores estão a tentar aceder, facilmente bloqueiam o acesso a uma lista pre-definida de sítios Web ou servidores. Quando usamos uma VPN, aos olhos da operadora, estaremos apenas a comunicar com o servidor de VPN, independentemente dos sítios Web ou servidores aos quais estamos a aceder. Use uma VPN para:

Use uma VPN para:

  • Continuar a poder aceder às redes sociais ou sítios Web de notícias se for de férias ou for viver para um país que não permite aceder a esses conteúdos.

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Evitar o traffic shaping por parte das operadoras de Internet

Trata-se de uma prática pouco ética, e cujos contornos legais são duvidosos, que algumas operadoras de Internet realizam. Consiste em dar pouca prioridade a determinado tipo de tráfego em certas situações. Por outras palavras, a operadora diminui o tráfego que não tem interesse que seja realizado pelo cliente. Há relatos e suspeitas fortes de exemplos em Portugal; até a Anacom desenvolveu uma ferramenta para detetar traffic shaping. Se utilizarmos uma VPN, a operadora não deteta o tipo de tráfego que está a ser realizado, pelo que a velocidade desse tráfego não será afetada por estes filtros.

Use uma VPN para:

  • Contratar um serviço de voice over IP (VoIP) à sua escolha sem que a sua operadora limite a velocidade das chamadas.
  • Utilizar serviços de streaming (filmes, séries, emissões em direto, etc.) sem diminuições intencionais da velocidade.
  • Intercambiar ficheiros através de protocolos peer to peer (P2P, p. ex. através de acestreams ou torrents) sem limites de velocidade nem monitorização.

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Comprar determinados produtos ou serviços a um preço mais barato

Algumas lojas internacionais aplicam preços ligeiramente diferentes dependendo do país onde o utilizador se encontra. Há relatos de pessoas que, através da utilização de VPN, conseguem detetar variações nos preços de alguns artigos e serviços dependendo da localização do servidor VPN a ser usado.

Use uma VPN para:

  • Explorar os preços de hotéis, viagens de avião ou alugueres de carros disponibilizados a utilizadores de outro país. Poderá encontrar diferenças significativas.

Usufrua de todas as vantagens de uma VPN!

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Perguntas frequentes sobre redes VPN

Segue-se uma lista de perguntas frequentes (FAQ) adicionais sobre VPN, onde poderá esclarecer mais pormenores que não tenham ficado claros até aqui.

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Usar uma VPN é fácil ou difícil?

Hoje em dia, usar uma VPN não requer qualquer tipo de conhecimento técnico. É tão fácil como abrir um programa ou aplicação e carregar num botão. O computador ou dispositivo através do qual se acede à Internet funcionará exatamente da mesma forma. Ou seja, podemos continuar a usar todos os programas e aplicações da mesma maneira; a única diferença é que o programa ou aplicação da VPN está a correr no background para manter o «túnel» de comunicação com o servidor VPN. Por exemplo, o software da NordVPN é muito intuitivo.

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Existem redes VPN gratuitas?

Efetivamente, existem redes VPN que conseguimos utilizar sem subscrever um serviço. No entanto, a reputação dos sítios Web ou das empresas que prestam este serviço é duvidosa, ou seja, pode ser que estejamos a colocar os nossos dados em perigo em vez de estarmos a protegê-los. As redes VPN gratuitas poderão inundar os nossos computadores ou dispositivos com publicidade ou até mesmo monitorizar e registar toda a nossa atividade. Uma outra desvantagem clara das VPN gratuitas é a velocidade; devido à quantidade massiva de utilizadores que recorrem a estes servidores gratuitos, os mesmos ficam saturados e lentos.

Relativamente a este tema a nossa recomendação é clara: fique longe das VPN gratuitas.

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As redes VPN fiáveis são caras?

Depende da perspetiva! Quanto vale a sua privacidade? Quanto valem os seus dados? É muito difícil dar uma resposta concreta a estas perguntas, mas claramente valem muito! Se considerarmos o que se gasta na contratação de serviços VPN a uma empresa com reputação, concluímos que as redes VPN são ridiculamente baratas. Por um preço ridículo, pode proteger vários equipamentos com uma só conta.

A nossa recomendação

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Que VPN recomenda a equipa do Quero isto?

Nós recomendamos a NordVPN. Leia aqui a nossa análise detalhada sobre este serviço.

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Conclusão

As VPN são cada vez mais utilizadas e não é por acaso — são extremamente úteis. Tendo em conta a velocidade à qual a tecnologia avança (tanto a legítima como a dos hackers), não faltará muito até uma VPN tornar-se praticamente obrigatória.

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